[EMP] Forja do Kotramm

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Re: [EMP] Forja do Kotramm

Mensagem por Kotramm Ironsmith em Dom Nov 30, 2014 10:32 pm

Forge


O tintilar pesado do martelo chocando-se contra o metal enchia o ambiente e trazia uma sensação de conforto ao ferreiro, que há muito acostumara-se com o som, assim como já era familiar do calor extremo que emanava da sua fornalha, que não chegava à metade do calor emanado das grandes forjas dos anões, no reino subterrâneo, onde Kotramm crescera. Algo como aquilo não o incomodaria de forma alguma. O ruivo entregou o escudo recém-reparado para o guerreiro da milícia, que o pagou e saiu da forja contente, e após um grande caneco de cerveja anã, começou a trabalhar em sua nova espada.

Para começar, toda a prata necessária foi selecionada e colocada na fornalha, que recebeu mais lenha para que o processo se acelerasse. Depois de alguns minutos o metal começou a brilhar em um tom de laranja, o que indicava que estava pronto para ser trabalhado. Utilizando sua tenaz, o meio-homem tirou a matéria-prima do fogo e a colocou em sua bigorna. O martelo foi empunhado, e com ele o ferreiro começou a compactar o metal maleável, utilizando-se de golpes potentes e precisos com a ferramenta. Apenas quando toda a prata já estava firme e livre de imperfeições ela voltou para a fornalha.

Quando a prata foi retirada novamente das chamas, Kotramm utilizou de seus equipamentos de proteção e ferramentas para dobrar as placas, formando uma espécie de barra retangular. Então voltou a bater nesta, fazendo com que todo o metal se misturasse ao mesmo tempo em que se compactava, o que daria mais resistência para a espada. Repetiu o processo inteiro com as placas restantes, e então utilizou a primeira das barras como o núcleo da espada. As demais foram colocadas acima e abaixo desse núcleo, e após muito fogo e pancadas, tornou-se uma placa só, o que daria o equilíbrio perfeito para a espada, além de elevar a dureza do metal.

Então começou o real trabalho, de fazer a lâmina em si. As marteladas se tornaram mais precisas sobre a bigorna, afinando o metal no fio da lâmina e alongando toda a prata ao tamanho de uma bastarda. O trabalho foi feito com calma, para que não houvessem falhas, e demorou certo tempo até ter toda a lâmina pronta, no tamanho, forma e consistência que o anão desejava. Era a hora de se passar para o próximo passo. A lâmina foi lixada à mão utilizando uma pedra especial, o que deu a ela o brilho e retirou o restante das imperfeições. Após isso, o metal foi coberto com argila e levado para o fogo mais uma vez, para que pudesse ser temperado. Após aquecido, foi colocado na água do resfriador, e após isso foi aquecido pela última vez. O resfriamento foi feito de forma demorada e lenta, para que a dureza da lâmina fosse retirada.

Para finalizar, usando uma pedra de amolar o ruivo começou a deixar ambos os gumes da espada afiados, e apenas quando a espada estava afiada o bastante para cortar a pele do anão com um mero toque ele se sentiu satisfeito. Ironsmith limpou o filete de sangue na roupa e continuou o trabalho. Após isso poliu a lâmina, deixando-a reluzente e bela, e conectou –a ao cabo, encaixando o punho e o pomo e prendendo todas as peças. Então, a arma estava pronta. O jovem ferreiro testou seu balanço, peso e a cortou o ar com ela para ter certeza de que estava perfeita, e então a guardou, no mesmo instante em que uma bela garota entrou na forja.

Bela era pouco, na verdade, Kotramm praticamente babou, e apenas após se lembrar de que a mulher era uma cliente o anão olhou para o seu rosto. Ficou sem palavras por um segundo quando reconheceu a pessoa em sua frente.

- É uma honra servi-la, Filha de Tempus – o ferreiro se curvou de uma maneira desajeitada e então correu para atender à cliente. Esta pedia quatro itens, sendo que destes apenas a armadura daria trabalho, então o preço oferecido não foi alto. Após o orçamento ser aceito, o anão subiu em seu banco para tirar as medidas da mulher – o que fez no dobro do tempo que normalmente precisaria, para admirar as belas curvas no corpo. Após ter tudo anotado, avisou à cliente para buscar o pedido no dia seguinte e começou a trabalhar.

Pegou toda a prata que tinha e a separou em diferentes placas. Três para a armadura, outras três para a azagaia e uma para cada adaga, o que esgotou seu estoque completamente. Teria de ir a uma mina no dia seguinte para conseguir mais recursos.

O anão decidiu começar com as adagas e com a ponta da azagaia, que eram os itens mais fáceis da lista de desejos da Drow. Para iniciar o trabalho, como sempre, colocou a prata na fornalha e aguardou que ela incandescesse, e então esta foi levada para a fornalha e recebeu os diversos golpes, assim como fora feito com a espada pouco tempo antes. As placas logo ficaram compactas e prontas para serem trabalhadas, e então voltaram para as chamas. O processo de dobrar o metal e então compactá-lo novamente para que ele fosse misturado foi repetido em cada uma das lâminas, e então Kotramm serviu-se de um copo de hidromel. Logo após beber, voltou a trabalhar.

O metal foi afinado, alongado, e tomou a forma necessária, para logo após isso ser lixado até receber o brilho e coberto de argila para ser temperado, basicamente o mesmo processo que já havia sido feito com a espada do anão. Logo após isso, as lâminas foram afiadas e polidas, e a da lança recebeu modificações com um cinzel, para que o cabo pudesse ser encaixado. As armas então receberam seus cabos, que foram presos às lâminas com perfeição para que não se soltassem, e então Kotramm adicionou à escrita pedida na prata, concluindo os três pedidos que foram deixados de lado para que a armadura fosse feita.

Toda a prata restante foi colocada no fogo, para que derretesse completamente. Enquanto isso, o ferreiro começou a criar alguns moldes baseados no corpo da garota para que a armadura se encaixasse com perfeição e não atrapalhasse a dona. Logo após isso retirou o metal em sua forma líquida da fornalha e começou o trabalho com o peitoral, derramando o metal no molde e colocando-o no resfriador para que ele endurecesse com velocidade. Repetiu isso em cada uma das partes da armadura leve e por fim tinha tudo o que era necessário para terminar o item.

Logo após isso retirou todas as peças do molde e utilizando seu martelo moldou o peitoral, utilizando de golpes ritmados para fazer com que a prata atingisse a forma necessária. Então passou para os braços, e quando estes ficaram prontos trabalhou com as pernas. As luvas e as botas foram as últimas a serem trabalhadas, feitas com detalhes maiores para não se tornarem desconfortáveis. Por fim a armadura foi polida e lixada, deixando-a reluzente e concluindo o trabalho. Kotramm fez as inscrições no metal e por fim pôde descansar.

Explicações:
Os itens forjados foram, nessa ordem:
1x Espada Bastarda de prata(4 placas)
2x Adaga de prata(2 placas)
1x Azagaia de Prata(3 placas)
1x Armadura leve de prata(3 placas)


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Re: [EMP] Forja do Kotramm

Mensagem por King em Dom Nov 30, 2014 10:41 pm

Aprovado, por favor, dirija-se a ESTE TÓPICO onde serão lançados os dados necessários, bastando seguir as instruções.

Ao fim do processo, os itens serão acrescentados ao seu inventário.

Como missão de emprego [EMP] você recebe recompensa máxima de 20 pp.

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Re: [EMP] Forja do Kotramm

Mensagem por Kotramm Ironsmith em Ter Dez 02, 2014 2:46 am

Forge


O anão acordou mais cedo do que de costume naquela manhã, e caminhou diretamente para a sua forja. Teria trabalho extra a fazer, já que ambos os drows que foram clientes da forja de Kotramm não estavam totalmente satisfeitos. Ambos haviam constatado que algumas das armas não possuíam o mesmo desempenho que as outras, possuindo imperfeições e prejudicando ao seu usuário. Como um ferreiro honrado que era, o ruivo ofereceu-se para reparar tais imperfeições reforjando os itens, porém sem cobrar nenhum polegar de cobre a mais. Afinal haviam sido as falhas de Ironsmith a causar a insatisfação na Filha de Tempus e em seu acompanhante, e cobrar para corrigir os próprios erros não era do feitio do meio-homem.

Alimentou a fornalha com lenha, e as chamas lhe trouxeram sensação de conforto assim que acesas, inundando todo o ambiente com um calor intenso que o lembrava de sua casa. O homem retirou os cabos das três armas que teria de refazer, e colocou todo o metal destas na fornalha, para que derretesse e voltasse a um formato onde poderia ser melhor trabalhado pelas mãos calejadas do forjador. Não demorou muito para que a temperatura certa fosse atingida, e então foi questão de minutos para que toda a prata se liquefizesse. A prata líquida então foi derramada em moldes de placas, e estes foram mais uma vez levados para a fornalha depois de endurecerem novamente. Era a hora de começar o trabalho.

Quando o material começou a brilhar em um tom de laranja, o anão utilizou sua tenaz para retirá-lo das chamas e coloca-lo sobre a bigorna. O martelo então foi usado para compactar a prata, deixando-a mais firme e livre de algumas imperfeições que poderiam prejudicar seu desempenho. Logo em seguida a placa voltou às chamas até começar a incandescer novamente, para que pudesse retornar à bigorna e então dar início à segunda fase do trabalho. Utilizando-se de seu traje de proteção, dobrou a placa até conseguir uma espécie de barra retangular, que recebeu diversas marretadas até que todo o metal se compactou e se misturou. Logo após isso, separou a placa ao meio, e deu a forma básica das duas lâminas.

Após isso, suas marteladas se tornaram mais precisas e cuidadosas, focadas em aumentar o fio da Lâmina ao mesmo tempo em que a achatava e dava a forma necessária. Feito com extrema calma e cautela, o processo foi concluído cerca de meia hora após seu início, quando Kotramm chegou ao ponto que desejava. Logo depois as lâminas foram lixadas, para que o metal voltasse à brilhar e para que qualquer outra imperfeição na prata fosse completamente eliminada, de modo que quando sentiu-se satisfeito, o anão avançou para o próximo passo.

Cobriu as lâminas com argila e as levou para a fornalha novamente, e aguardou. Depois de alguns minutos os itens foram retirados e colocados no resfriador, para que a prata fosse temperada. Depois disso o processo de aquecimento foi realizado pela última vez, com um resfriamento lento para que a dureza do metal fosse retirada. Após isso Kotramm usou suas pedras de amolar para elevar o fio das lâminas ao máximo, e logo em seguida as poliu, dando os tons finais de beleza. Prendeu todas as peças às lâminas e  então as armas estavam feitas de novo, sendo que para concluir o trabalho só precisou escrever as palavras pedidas no material reluzente.

Então chegou a hora de se fazer a maça. Como na vez anterior, toda a prata restante fora derretida e colocada em seus moldes, onde voltou a endurecer. Sem muitas dificuldades o anão trabalhou com as novas peças, encaixando-as no cabo e por fim terminando alguns detalhes com seu martelo. Nada que realmente fizesse diferença, mas ainda assim queria garantir que daquela vez o trabalho sairia perfeito.

Explicações:
Os itens reforjados foram, nessa ordem:
1x Adaga de Prata
1x Azagaia de Prata
1x Maça de Prata


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Re: [EMP] Forja do Kotramm

Mensagem por King em Ter Dez 02, 2014 4:47 am

Como prêmio de EMP você receberá 16 pp.

Como já lançou os dados, os itens serão atualizados nos respectivos arsenais, assim como o seu prêmio.

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Re: [EMP] Forja do Kotramm

Mensagem por Kotramm Ironsmith em Dom Dez 28, 2014 5:34 am

Forge


Kotramm estava excitado para o dia de trabalho, pela primeira vez em muito tempo – afinal forjar já fazia parte do cotidiano do anão, e por este motivo na maioria das vezes simplesmente não fazia diferença. Passara uma semana inteira treinando seus novos ajudantes na arte de criar as melhores armas e armaduras possíveis, e finalmente chegara o dia de provar as habilidades dos amigos. Por este motivo, a fornalha já estava acesa antes mesmo do sol nascer, e o ruivo já tinha aprontado todo o ambiente de trabalho para forjar a primeira encomenda. Sem demora retirou seu pergaminho de anotações e checou os pedidos que tinha programado para aquele dia. Os primeiros da lista, pedidos por um aluriano, eram uma armadura leve e um sabre. Trabalho de criança para o ferreiro.

- Victor, vamos lá, amigo. Deixarei você cuidar do sabre, mas não se esqueça de nenhum dos processos que trabalhamos – o demônio de pedra acenou positivamente com um sorriso no rosto – o que para alguém como ele era uma coisa bem macabra – e falou algo como “eu nunca esqueço “, antes de ir atrás de toda a prata que seria necessária para se criar a espada. O mestre ferreiro supervisionou o início do processo para ter certeza de que seu aprendiz sabia o que estava fazendo, e silenciosamente desejou possuir imunidade ao fogo quando viu a gárgula colocar o metal na fornalha sem necessitar de ferramenta alguma. Enquanto o metal aquecia, o anão foi atrás de suas próprias placas para fazer a armadura – item que necessitava de mãos mais treinadas, e portanto era trabalho do meio-homem.

Não demorou muito para que as placas na fornalha começassem a incandescer em um tom de laranja, e assim Victor as pegou, levando para a bigorna para iniciar seu trabalho. Ironsmith decidiu deixar que o demônio fizesse o restante sozinho, para avaliar seu desempenho, e mais uma vez foi atrás de seu pergaminho, para pegar as medidas do aluriano, retiradas no dia anterior pelo ferreiro. A primeira placa de prata foi prontamente cortada em oito tiras , cada uma com aproximadamente sete centímetros de altura, exceto duas que tinham quase o dobro disso.  O comprimento das placas variava de forma diretamente proporcional à largura do tronco de seu cliente nos diferentes pontos Assim que terminou todas, e com o som de martelo batendo sobre metal a inundar seus ouvidos, o jovem anão foi atrás de um de seus moldes de tronco. Não demorou para achá-lo e levá-lo até sua área de trabalho, onde começou a moldar o metal.

A primeira tira foi uma das mais altas, que foi para o peitoral do molde. Com a ajuda de um martelo não muito grande, o ruivo começou a curvar a tira ao longo a parte frontal do tronco, e assim que conseguiu um resultado bom o bastante, repetiu o processo com a parte das costas, também utilizando a tira mais alta. Teve de fazer isso outras três vezes para criar o tronco dianteiro da armadura, e mais três para a parte de trás, e assim que terminou tal processo foi atrás de outra placa, para fazer a cota que ligaria cada uma das tiras da armadura, formando assim o peitoral completo. Antes disso, no entanto, permitiu-se lançar mais um olhar ao trabalho da gárgula, que já estava na fase de têmpera da arma, afinal um sabre levava bem menos tempo e trabalho do que uma armadura.

Voltou ao seu trabalho, cortando outra parte da placa, e logo em seguida desfazendo esta em diversos pedaços pequenos. O jovem ferreiro suspirou, sabendo do trabalho que teria pela frente, e antes de começar realmente a fazer encheu dois grandes canecos com o rum que mantinha nos barris. Em apenas um gole, tomou metade da bebida de um dos copos, que desceu rasgando pela garganta do beberrão, mesmo que este já estivesse tão acostumado com o néctar dos piratas, mesmo não sendo um. Em mais um gole terminou a primeira caneca, e então permitiu-se tomar a segunda mais vagarosamente, para assim voltar ao seu trabalho.

Utilizando-se de uma delicadeza aparentemente absurda para um ser de aparência tão bruta. O ruivo criou diversos anéis ligados um no outro, como acontecia em uma corrente, e repetiu o processo até ter a quantidade de cotas de malha necessárias. Sem dificuldade alguma, começou a conectar as quatro tiras do peitoral, fazendo nessas pequenos ganchos para que pudesse encaixar os anéis e logo depois fechá-los. O processo foi repetido com as tiras das costas, para que logo em seguida os anéis de ambas as partes fossem conectados. Quando finalmente finalizou o peitoral, o sabre já estava na fase de polimento, e Kotramm ainda nem mesmo havia começado a criar os membros de prata.

Para os braços e pernas, a técnica utilizada foi semelhante à do peitoral. Primeiramente o anão fez quase todo o metal em diversas tiras pequenas, mas ao contrário do peitoral, nestas não foi necessário criar dois lados, já que apenas uma tira seria capaz de dar a volta sobre todo o membro, de acordo com os moldes do ferreiro. Rapidamente, Kotramm começou a curvar cada uma das tiras, deixando apenas um espaço não tão grande na parte traseira das pernas e na parte lateral dos braços.

- O que achou? – perguntou Victor quando o anão ainda estava na metade do trabalho. Ele vinha com um sabre reluzente nas mãos, e a aparência que tinha realmente era a de ter sido feita por um mestre, mesmo que a gárgula tivesse pouca experiência. No entanto, só saberia se a arma realmente havia ficado boa quando o cliente fosse usá-la, então Ironsmith teria de esperar até lá para ter certeza. Ainda assim, o ferreiro parabenizou seu aprendiz, e voltou ao pergaminho para delegar a ele seu próximo trabalho. Mais uma vez algo fácil de se fazer: um arco de prata. O anão nem observou enquanto a estátua viva começou a trabalhar, afinal tinha seu próprio trabalho a concluir. Continuou curvando as tiras até ter o bastante para montar a parte das coxas, canelas, braços e antebraços. Itens como a joelheira eram mais difíceis de serem feitos, então foram deixados para o final.

Utilizando-se de pequenos pregos, o mestre ferreiro conectou as tiras uma a uma, e logo em seguida cerrou a ponta dos materiais utilizados para evitar acidentes. Assim, com quase tudo pronto, foi fazer as juntas que conectariam as partes e possibilitariam o movimento mesmo estando equipado com aquele item. Kotramm pegou a sobra da última placa e levou até sua bigorna, onde cortou as formas circulares, e utilizando o seu martelo e um dos cantos da bigorna como apoio, fez com que estas partes se curvassem, para logo depois encaixar as cotas de malha restantes e conectar parte por parte do corpo. Finalmente poderia descansar por alguns instantes.

O arco aos poucos tomava forma, entre uma martelada e outra da estátua, o metal se comprimia e tomava a forma desejada sem tanta dificuldade. Bestas como aquelas eram perfeitas para forjas, visto que não recebiam nenhum dano ao tocarem em fogo, e tinham mais força do que necessário para se manusear um martelo. Por alguns instantes o anão não fez nada além de observar tomar mais alguns canecos de rum, enquanto seu texugo enroscava-se em seu braço, mas enfim chegara a hora de continuar o trabalho.

O próximo item da lista: uma armadura exatamente do mesmo tipo que ele havia acabado de fazer. Esta no entanto feita com um material bem mais especial que a anterior. O meio-homem precisou de luvas para manuseá-lo sem danos, e utilizando-as repetiu basicamente todo o processo anterior, até ter uma outra armadura pronta, e a essa altura a gárgula já havia encaixado a corda no arco e finalizado mais um de seus trabalhos. Kotramm e seu pequeno mascote comeram um pouco, já que haviam se passado horas desde o início do trabalho, e o anão foi verificar o último item da lista.

- O pedido é bastante longo agora. Vou precisar da sua ajuda, Buxton – o texugo parecia excitado com a oportunidade de poder ajudar, e sem demora o anão explicou tudo aos seus dois “mascotes”. – Agora faremos flechas. A cliente pediu exatamente sessenta delas, então demorará bastante. Nós nos dividiremos da seguinte maneira: eu faço a base da seta, você faz o acabamento e encaixa o cabo, e então juntos damos o acabamento. Enquanto isso, Buxton pega as ferramentas e os cabos de flechas nas prateleiras, de modo que não precisamos perder tempo indo buscá-las. De acordo?

- Feito – o demônio de pedra falou, e o texugo começou a correr como um louco pela forja, indicando que havia entendido. E assim o trabalho começou. O anão pegou a primeira peça de prata, e seu pequeno animal já tinha a lâmina em sua boca antes mesmo que Kotramm precisasse pedir por ela. Sem demora, o ferreiro cortou as primeiras quinze partes, e então pediu para Buxton seu menor martelo, que estava na sua mão em segundos. Os golpes foram delicados, e moldaram toda a base da seta, um triângulo com um pequeno pescoço logo abaixo e um buraco neste para se encaixar o cabo. No entanto, a imperfeição de tal triângulo não permitiria nem mesmo que a flecha fosse usada contra um coelho, muito menos em uma luta.

Para que ficassem realmente prontas, o ruivo as passava para o ser alado, que lixava cada uma delas e encaixava os cabos, e assim foi por um longo tempo, até que finalmente todos os projéteis estivessem quase prontos. De uma grande bolsa em um canto da forja, o anão pegou as penas que seriam necessárias, e juntos de seu novo aprendiz começaram a colocá-las na extremidade oposta à ponta, para dar equilíbrio ao projétil quando fosse lançado. Quando finalmente tudo estava pronto, já era de noite e o anão precisava urgentemente ir a um bar para pedir uma boas canecas de cerveja anã.

Explicações:
Os itens forjados foram, nessa ordem:
1x Sabre de Prata(2 placas)
1x Armadura leve de Prata(3 placas)
1x Armadura leve de Glacium(3 placas retiradas de Saphira L'Mönt)
1x Arco Composto de Prata(3 placas)
60x Flechas de Prata(4 placas)


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Re: [EMP] Forja do Kotramm

Mensagem por Milady em Dom Dez 28, 2014 3:50 pm

A gárgula e o texugo roubaram a cena, meu caro. Mas foi exatamente como eu esperava, um texto fluido e com os detalhes necessários. 20 pp! E como já jogou os dados, os itens logo serão atualizados.

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Re: [EMP] Forja do Kotramm

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