[EMP] Award For Blood - Suetham B. Skyller

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[EMP] Award For Blood - Suetham B. Skyller

Mensagem por Suetham B. Skyller em Sex Nov 21, 2014 1:57 pm



The Dark Raven


Do What Has To Be Done

Incomodava-me a idéia de ficar sem fazer nada por um dia inteiro. Eu não sou o tipo de Drow que gosta de ficar parado olhando para o nada, caso contrário, minha profissão não envolveria caçar itens e seres em geral. Matar e correr riscos não eram problemas para mim, e eu não conseguiria ficar longe de uma pequena caçada por muito tempo mesmo se quisesse. O sol começava a se pôr no lado oeste de Suzail, a cidade por muitos considerada queridinha em Cormyr. Aquela era sem dúvida a minha deixa, já estava pronto e próximo dos pântanos do mar distante, a antiga civilização acabada e hostilizada de elfos.

Os ventos gélidos sopravam com uma intensidade suficiente para fazer balançarem meus cabelos e meu sobretudo negros. Um sorriso maldoso surgiu em meu rosto pálido azulado enquanto observava as ruínas do que um dia fora território de meus inimigos. O local fedia, mas eu não ligava para o cheiro do mesmo, tudo que importava naquele momento é que eu estava mais perto do que nunca de meus objetivos. Informantes haviam me comunicado sobre o aparecimento da criatura almejada por mim por essas regiões, então lá estava eu, mais determinado do que nunca.

Encontrava-me em uma ponte que parecia prosseguir por boa parte do lugar. Abaixo de mim encontravam-se apenas as águas esverdeadas e nojentas do pântano que um dia acredito terem sido cristalinas. Sem dúvida eu não ousaria tocar naquele liquido nojento, temia mais o tipo de doença que aquela água poderia proporcionar do que as próprias criaturas que poderiam estar habitando nela.

Continuei caminhando calmamente pela ponte atento a qualquer barulho diferente que conseguisse ouvir. Não esperava encontrar outros seres naquele ambiente a não ser monstros ou a própria criatura que eu procurava, então qualquer ruído detectado era lucro. Por muito tempo não encontrei nada além de ruínas atrás de ruínas. Casas quebradas enfeitavam o ambiente, grande parte delas foi feita em árvores que hoje já estão apodrecidas e pareciam ser a marca daquele lugar.
– Vamos criaturinha, dê algum sinal... – Murmurei.
Como que em resposta ao meu pedido, uma espécie de grito ecoou por todas as direções. Sem dúvidas era o som de um corvo, e era exatamente o que eu procurava. A questão agora é: de onde veio o grito? Fechei os olhos e me concentrei esperando que a sorte estivesse comigo. Mais um grito atingiu meus tímpanos e dessa vez reconheci sua direção. Corri o mais rápido que pude pela ponte, pulando algumas partes que já haviam se despedaçado.

Os gritos tornavam-se cada vez mais altos e sua direção ficava mais obvia conforme a aproximação. Foi então que eu finalmente vi a cena: dois globins se aproximavam lentamente de um filhote de corvo das sombras. A criaturinha encontrava-se presa por um pedaço de raiz que havia caído sobre ele, forçando-o contra o chão. Os goblins – ambos armados com machados simples – pareciam se divertir com os ganidos da criatura que tentava com todas as forças se desvencilhar da furada onde havia se metido.

Correndo mais do que nunca agora, aproximei-me em grande velocidade das criaturas que pareciam distraídas demais para ouvir meus passos atrás deles. O primeiro goblin só se deu conta da ameaça iminente quando a ponta de meu sabre projetou-se de seu peito. A diversão para ambos os monstrinhos verdes pareceu acabar naquele momento.
– Será que posso me divertir também? – perguntei em tom sarcástico enquanto retirava meu sabre do corpo sem vida do monstro com um sorriso maligno de ponta a ponta em meu rosto.
O segundo goblin gritou e brandiu o machado avançando contra mim. Chegava a ser engraçado aquela criaturinha frágil tentando me ferir. Recuei pra trás com um pulo fugindo de seu primeiro ataque. Sem aguentar a cena, comecei a rir freneticamente enquanto me colocava em posição de ataque.
– Minha vez. – Afirmei avançando contra a criatura que, instintivamente, colocou o machado à frente aparando meu golpe. Arqueei as sobrancelhas surpreso com a rápida reação da criatura. Recuei a lâmina da espada e rapidamente voltei a atacar pela direita na vertical.  Mais uma vez meu golpe foi aparado.

Por cerca um minuto, trocamos ofensivas e defensivas, conseguindo fazer apenas pequenas cortes uns nos outros. Eu tinha sorte por ser ágil, mas a criatura também tinha seus truques. Percebendo que um combate como aquele não nos levaria a nada, assim que encontrei uma brecha, chutei o goblin com toda a minha força, fazendo com que ele cambaleasse para trás até parar na beirada da ponte. Pedaços da mesma se desfizeram e caíram sobre a água esverdeada metros abaixo. Antes que ele pudesse reagir, novamente avancei em sua direção forçando a lâmina de minha espada contra o cabo de seu machado.
Boa viagem! – Falei voltando a rir encarando o ser nos olhos, então dei-lhe uma joelhada no queixo – considerando sua baixa estatura – e coloquei meu pé sobre seu peito. Com um último sorriso maldoso no rosto empurrei ele com toda a força que pude e a proteção já enfraquecida da ponte terminou de romper levando junto aos seus destroços, a criaturinha esverdeada que tanto me dera trabalho.

Guardei novamente meu sabre a tempo de ouvir o ”Ploft” na água. Voltei-me então para o corvo que agora se debatia com menos intensidade. Parecia ter entendido que eu estava ali para ajudá-lo, pois desistiu de se debater ao ver que eu me aproximava dele. Desta vez o sorriso em meu rosto era sincero, finalmente estava de frente para o mascote que eu tanto esperava.
– Ei, acho que está na hora de te soltar, não é? – Comentei me abaixando na frente da ave. Agarrei a raiz da árvore que estava em cima da criatura e usei toda minha força para levantá-la e a empurrar para trás. O corvo agora livre moveu as asas e tremeu todo seu corpo como quem quer checar se todas as partes ainda estavam inteiras. Tudo parecia bem.
Tirei do bolso de meu sobretudo algumas sementes e insetos que havia preparado para aquela situação, e então as coloquei no chão em frente ao corvo. A criatura que até então apenas me fitava voltou-se para a comida e começou a comer. Afastei-me um pouco lentamente a fim de deixar ele à vontade, então, assim que ele terminasse de comer, esperava que decidisse se ficaria comigo ou não. Sentia que aquele podia ser o inicio de uma grande parceria.



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Re: [EMP] Award For Blood - Suetham B. Skyller

Mensagem por Queen em Sex Nov 21, 2014 9:20 pm

Domador



Aprovado
Recompensa: 18 pp.

Não havia erros grotescos nem nada similar no texto, apesar de que a formatação me deixou nervosa pela falta de quebra de linhas e destaque nas falas, mas isso não acarretou à descontos. O que me incomodou, e por isso descontei 2pp, foi a rapidez com que o embate terminara, e também pela lentidão de percepção de seres que vivem por ali, basicamente. Quero dizer, eram dois goblins – apesar de não serem inimigos tão fortes assim ainda eram dois sobre um terreno que provavelmente conheciam. Sem conta que quando você matou o primeiro, o segundo provavelmente reagiria logo em seguida. Enfim, isso meio que me deixou incomodada, e a luta rápida demais. Fora isso, o texto está bom e sua narrativa flui muito bem também.

Como você já rolou os dados e ele deu 1, considere que o corvo foi embora logo depois de se alimentar.
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