[EMP] ♣ Kyle - Joalheira

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[EMP] ♣ Kyle - Joalheira

Mensagem por Evie F. Kyle em Sex Dez 26, 2014 6:54 am


Mineração




Nem tão verde e brilhante... Ainda!

Dizem que quando se quer algo bom, faça você mesmo. Era acreditando nesse ditado unicamente que eu estava arriscando os meus lindos pelos albinos subindo esta montanha para conseguir o que eu queria. Joias, tiradas em seu estado ainda bruto para tornarem-se lindos e brilhantes acessórios. Oh sim, se este fosse o resultado final, valeria a pena todo o trabalho manual que eu iria ter!

A mina a qual iria ficava entre o Pico das Tempestades e a Floresta Real, um lugar seguro para esse tipo de trabalho, mas que ainda assim exigia sujar as mãos. Era as primeiras horas da manhã quando finalmente encontrei a entrada da mina, pequena e obscura. Contive um bocejo e ajeitei a capa que usava para me proteger daquele maldito frio. Argh, saudades de minha caminha e dos meus lençóis para poder me enrolar e dormir até tarde! Mas, isso ficaria para amanhã. De maneira decidida, ajeitei também as luvas que cobriam as minhas mãos para proteger do futuro trabalho manual. Prendi melhor a bolsa em minha lateral com o material que iria precisar e fui acender uma tocha.

Logo na entrada da mina havia um recipiente que lembrava um enorme balde preso a um sistema de polias. Isso servia para transportar os entulhos com as gemas preciosas do fundo da mina até o lado de fora. Com uma mão segurando a tocha para iluminar o caminho obscuro, fechado, fedorento, apertado – urgh, como eu queria estar em minha cama! – e um tanto perigoso; e com a outra empurrando o balde fui descendo pela mina. Naquele horário não havia quase ninguém. Cheguei a passar por uma ou duas almas vivas que me encaravam com aquela clássica expressão de “o que uma gatinha fofa faz em um lugar como esses?”. Não os julgava, alguns pensamentos similares atravessavam a minha mente perguntando quase a mesma coisa!

Foi uma longa decida. Aquela mina era uma ótima fonte de pedras preciosas, mas eu estava ali em busca de algo em específico. Lindas e belas esmeraldas! E, por buscar tais exuberantes pedras esverdeadas que eu estava descendo e descendo até chegar ao nível delas. Arfei quando finalmente parei de empurrar aquele balde, ele fazia um barulhinho tão irritante que minhas orelhas não conseguiam ficar quietas, sempre se movendo agoniadas com aquele som constante. Com a tocha, acendi outras que estavam estrategicamente instaladas ali dentro para fazer uma péssima iluminação, mas ainda assim era uma. Fogos acesos, chamas crepitando, bati uma mão na outra e tomei coragem para fazer aquele trabalho tão entediante e cansativo.

Comecei a cantarolar uma música qualquer de taverna e me aproximei da parede ao canto esquerdo para analisa-la. Era difícil reconhecer qual pedra deveria ser quebrada repetidas vezes para se chegar ao que realmente queríamos com uma iluminação daquela, mas não era impossível. Tudo estavam nos detalhes! Oh deuses, eu amo os detalhes. E para aquela missão, as rochas que possuíam uma camada mais clara eram as que deveria ser investidas. Demorei cerca de cinco minutos para encontrar o meu primeiro alvo. Retirei a minha bolsa, coloquei no chão e peguei a picareta rústica e barata que costumava usar para esse tipo de trabalho. Mais animada por finalmente fazer alguma coisa – mesmo que não fosse de meu agrado, pelo menos estava fazendo algo! – estralei os dedos antes de começar a descer a picareta na pedra!

De início, as investidas eram um tanto quanto errôneas e isso me arrancava caretas, não gostava de errar. Mas logo ia me acostumando com aqueles movimentos e acertando ainda mais precisamente. Criar uma abertura com a picareta, investir nela até estar funda, bater nos lados e quebrar a rocha. Esse era o procedimento básico para se atravessar as várias camadas rochosas e se chegar no que era realmente precioso. Demorou tanto para que o primeiro brilho esverdeado se destacasse no meio daquele marrom horrível que minhas costas começaram a doer pela posição desagradável. Tive de comemorar batendo as palmas, se tinha alcançado a camada as coisas poderiam ser minimamente mais rápido. Quando porções de rocha com esmeraldas encrustadas se formavam, eu as levava para dentro do balde e retornava a mineração.

Eu não precisava de muito, mas ainda assim, horas se passaram! Sendo o suficiente para que eu me sentisse como se todos os meus pelos brancos estivessem sujos e sentir que aquele lugar iria desabar a qualquer momento! Satisfeita com o balde quase cheio, guardei o material e bati as mãos em minhas pernas apenas por mania, porque obviamente minhas palmas enluvadas continuariam sujas. A subida conseguiu ser ainda mais difícil do que a decida, mais cansativa pelo peso que estava empurrando no balde e pelo esforço que estava fazendo.

Oh quando eu vi a luz no fim do túnel – literalmente – eu quase comecei a miar de felicidade. Deuses! Inspirei profundamente quando a luz da manhã finalmente me atingiu, saindo daquele poço mineiro. Estiquei meus braços para o alto fazendo meus músculos gemerem pela dor sentida. Grunhi baixinho e olhei desanimada para o balde, minhas orelhas de gato abaixando em sinal do meu estado de humor. Peguei o balde, arfei com o peso, miei em desgosto e comecei a andar em direção para a floresta, precisaria de água para limpar e separar os sólidos.

Um riacho ali próximo já era usado pelos mineradores com esse propósito. Assim quando me aproximei seguindo o som da água corrente, encontrei todo o aparato para poder fazer o processo de separação. Suspirei pelo mais trabalho manual que teria de fazer, jogando o balde próximo a uma estrutura de madeira. Tirei as luvas, coloquei no bolso dentro da capa para não esquecê-las. Passei a mão pelo meu cabelo quase choramingando por imaginar o estado em que ele estaria, mas vaidades a parte, isso tudo valeria a pena depois!

Peguei uma porção de pedra e coloquei sobre a madeira, indo para a lateral para empurrar a barreira que impedia a água de passar. Aquele era o processo de levigação, de maneira bem simples, separar os sólidos pela densidade, os mais leves sendo levados pela água corrente que passava. Enquanto a corrente banhava as rochas que eu tinha colocado, eu mexia nelas para agilizar o processo, separando as pedras verdes das mais escuras. Dessa vez, me permiti cantarolar e assoviar para distrair a mente de um trabalho tão maçante e repetitivo. Mas no fim, era só isso, restando apenas pegar as pedras preciosas e retornar para casa. Tomar um banho e dormir, oh sim, minha caminha quente nesse inverno tão chato!

Detalhes a parte:
Então, consultei o King para poder fazer essa mineração. Ela não precisa de dados para serem lançados para dizer o que eu vou achar na mina. E, se não me engano, a cada mineração se encontra 5 de cada coisa (placas, metais, pedras e etc). Eu realmente to fazendo desse post como um teste, porque nunca fiz algo parecido antes puft kkkk.

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Re: [EMP] ♣ Kyle - Joalheira

Mensagem por Guardian em Sab Dez 27, 2014 5:12 am

Avaliação EMP



Não tenho nenhuma crítica quanto a essa missão emprego, ela foi feita com os devidos detalhes e do modo mais correto e descritivo possível, além disso, percebi a personalidade da aluriana e suas emoções enquanto fazia o trabalho, algo que acredito que não pode faltar em uma missão emprego, para torná-la mais interessante. Parabéns e continue assim!

Recompensa: 20 PP + [5x] Esmeralda [Destreza +1]

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Re: [EMP] ♣ Kyle - Joalheira

Mensagem por Evie F. Kyle em Seg Dez 29, 2014 3:42 am


Criação



“Nem só de vida boa vive os seres!” Ah como eu odiava quando a voz forte de meu pai sussurrava em minha mente como se fosse a voz do consciente me alertando que tinha trabalho para fazer. Entrei em minha pequena cabana no centro de Suzail, feita especialmente para a forja de acessórios que eu tanto amava. Se quer algo bem feito, faça você mesmo. Foi com esse ditado em mente que eu acabei pela arte de criar joias! Abri todas as janelas do lugar para deixar que a iluminação natural daquela linda manhã invadisse aquele ambiente. Erguendo os braços para cima para me espreguiçar de maneira manhosa, caminhei até uma mesa onde tinha anotado em um pergaminho os pedidos que haviam sido feitos.

Um anel de rubi estava no topo, sem nenhuma observação. Ou seja, seria no modelo mais simples e fácil! Estalei os dedos e senti a animação começar a superar a preguiça, então porque não aproveitar o embalo e fazer um pouco mais? Fui pegar a placa de prata para fazer pelo menos cinco anéis. Separei cada material organizando pela minha mesa de madeira, acendendo a fornalha para que esquentasse previamente antes de colocar a caldeira lá. Tudo pronto para mais um dia de trabalho, bate as palmas apenas uma vez, minha cauda se mexendo em empolgação. Sabia que iria sentir calor, então não hesitei em tirar a casaco de inverno que usava, restando apenas uma camiseta preta sobre o meu corpo.

Coloquei a placa de prata dentro do caldeirão e o coloquei para esquentar na fornalha, assim o metal seria derretido e pronto para ser moldado. Enquanto isso, fui pegar os moldes dos anéis que iria criar. Ver? Isso era uma arte! Criação pura que exigia paciência, criatividade e esforço, muito esforço. Depois de um tempo, aproximei do caldeirão assoviando, constatando que o metal já havia mudado de sua forma sólida para a líquida. Sorrindo, coloquei luvas de couro para poder pegar o caldeirão bastante quente, o levando até os moldes para poder despejar a prata derretida. Depois de pouco tempo, cobri cada molde para mergulhá-los na bacia com água, evitando assim que o líquido puro se misturasse com a prata e ferrasse com todo o trabalho feito! Molhadinhos e prontos para se transformarem em lindas joias, coloquei os moldes sobre a mesa para que endurecessem.

Já com ideias fervilhando a minha mente, deixei os moldes no repouso que era necessário para o endurecimento e segui para a bancada de lapidação. Sentei em minha cadeira velha e levemente desconfortável para começar a lapidar as joias que seriam usadas. Peguei uma gema de rubi e a deixei próxima de mim, seria a primeira a ser trabalhada. Primeiro era o processo de encanetação. Peguei uma caneta de madeira e deixei uma porção de lacre próximo, acendi a lamparina no centro da mesa, deixando uma fina chama acesa. Passei a ponta da caneta no lacre e logo colocava o lado melado sobre a chama para que derretesse. Com a mão livre, trouxe uma pequena tira de metal para moldar o lacre corretamente na caneta de madeira e só então a deixei um pouco de lado. Com uma pinça, peguei a gema de rubi e também a esquentei por alguns segundos. Com a caneta de madeira mais uma vez, a esquentei mais uma vez, juntei a gema no lacre e os esquentei mais uma vez para colá-los ali. Girei a transmissão de uma pequena torneira sobre a roda de polimento para que gotículas de água ficassem caindo sobre a roda enquanto a mesma girava. Molhei a pedra presa a caneta para resfriar e garantir que ela estava grudada.

Próximo passo era fazer as facetas. Aquela seria uma joia simples e retangular, mas independe de sua forma, era preciso polir a mesa da gema, ou a parte que seria mais plana da joia. Assoviando calmamente, aproximei a gema de rubi da folha de corte, a colocando e pressionando para que ficasse bastante plana e lisa. Feita a base principal, era só fazer as facetas laterais. Ao lado da roda de corte havia uma madeira cheia de furos, para acertar o ângulo e nunca errar na proporção, era só apoiar a ponta extrema em um dos furos e manter um ritmo constante na pressão que se fazia sobre a folha de corte. Aquilo exigia paciência e concentração para se alcançar a perfeição! Era uma obra de arte e eu não admitia que algo que eu fizesse saísse feio. Hunf! Feitas as facetas da gema de rubi, sorri brevemente com o resultado e a deixei de lado, para que pudesse trabalhar nas outras gemas. Peguei minhas não tão lindas ainda esmeraldas para repetir o processo de encanetação e criação das facetas.

Dessa vez eu deixei minha mente fluir um pouco mais solta, me lembrando dos moldes que tinha feito pouco antes e já criando rabiscos de como seria a arte final da joia. Duas das esmeraldas eu deixei com um corte mais circular, uma maior e outra menor. Outra teve um pouco mais de trabalho para conseguir deixar com o formato de uma gota, sendo necessário quebra-la na proporção certa para poder ter o design almejado. Porém a que levou mais tempo foi a que eu tive a brilhante ideia de deixar parecida com uma bola.

Facetas e formatos feitos, era hora de polir. Deslizei a cadeira de madeira para a minha esquerda, indo para a roda de polimento. Com uma pequena espécie de pá, eu molhei o item em um pequeno recipiente que havia do lado com água, depois peguei um pouco de pó verde, um pó especialmente para auxiliar no polimento das joias. Feito isso, era só jogar sobre a face da roda que ficava prontamente verde. Poli cada uma das minhas joias, quanto mais limpa e lisa, melhor era a qualidade. Para tanto, era necessário passar cada faceta sobre a roda de polimento não apenas com delicadeza e pressão certa, mas paciência para repetir o ato várias vezes até obter o melhor resultado.

Finalmente as joias estavam prontas! Espreguicei erguendo meus braços, os músculos praticamente rangendo pela movimentação repetida. Era hora de preparar os anéis e embutir as pedras preciosas, formando assim o acessório.

Comecei pegando o molde mais simples. Com um pequeno martelo, moldei a joia para que aceitasse a pedra rubi e ficasse firme. Feito os ajustes necessários, o próximo passo era o de lixar, dar polimento e limpar as imperfeições. Um trabalho minucioso e que fazia daquilo uma arte que exigia perseverança. Anel pronto, era só embutir a pedra no lugar certo e fixa-la para então ter finalmente um anel de rubi. Abri um sorriso e bati palmas para mim mesma, o admirando colocando contra a luz do sol que invadia pela janela. Ah deuses, joias são tão lindas! Empolgada mais uma vez, dei prosseguimento para criar os anéis de esmeralda. Porém estas exigiram um trabalho ainda mais minucioso e delicado. Peguei um dos moldes e trabalhei para criar o formato de folhas ao redor do centro onde ficaria a pequena esmeralda circular. O desenho tinha de ser perfeito e talhar isso no metal exigia a quantidade de força certa e precisão. Repeti o mesmo processo antes de embutir a pequena pedra preciosa, criando assim um anel de esmeraldas com pequenos detalhes de folhas. Dessa vez assoviando para descontrair, cantarolei uma música pirata que tinha escutado em uma taverna próxima a um porto qualquer. Enquanto isso, trabalhava para entalhar a forma de caveiras ao anel e então embutir a gema circular melhor. Para a esmeralda em forma de bolinha, criei um anel com uma cobra envolvendo a pedra, sendo um dos mais trabalhosos por ter de fazer o polimento e concertar as imperfeições com a pedra já embutida, correndo o risco de danificá-la. Mas definitivamente o trabalho mais bonito que tinha sido elaborado, em minha nada humilde opinião, havia sido o anel de asas, no centro sendo embutido a esmeralda.

Finalizado os trabalhos, quase grunhi de felicidade, os olhos brilhando de admiração enquanto colocava os anéis criados por euzinha em uma caixa fina e feita de veludo vermelho por dentro.


O que foi feito:


Criações

Anel de Rubi [Prata // Bônus X em Força]

Anel de Esmeralda [Prata // Bônus X em Destreza // Formato de Caveira]
Imagem Ilustrativa AQUI

Anel de Esmeralda [Prata // Bônus X em Destreza // Formato de Asas]
Imagem Ilustrativa AQUI

Anel de Esmeralda [Prata // Bônus X em Destreza // Formato de Cobra]
Imagem Ilustrativa AQUI

Anel de Esmeralda [Prata // Bônus X em Destreza // Formato de Folha]
Imagem Ilustrativa AQUI

O que foi usado:
Material usado
-1 placa de prata
-1 rubi
-4 esmeraldas




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Re: [EMP] ♣ Kyle - Joalheira

Mensagem por Guardian em Ter Dez 30, 2014 1:01 am

Avaliação EMP



Então, vou começar apenas aos elogios a sua narração, afinal, admiro o modo com que expressa a personalidade de sua aluriana a cada parágrafo, entusiasmada como ela é. Além disso, gostei do fato de ter estudado os processos para poder fazer a emprego.

Porém, tenho apenas duas pequenas críticas, a primeira é simples, peço que detalhe melhor os processos e principalmente, os desenhos que faz nas jóias, para enxergar melhor o que está forjando; já a segunda é bem pequenina, evite repetições de palavras na mesma oração ou até mesmo no parágrafo, assim alivia a leitura e não deixa com que fique cansativa.

No mais, adorei a narração. Está de parabéns!

Recompensa: 17 pp.



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Re: [EMP] ♣ Kyle - Joalheira

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