The Shredder △ Living as a thief

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The Shredder △ Living as a thief

Mensagem por Morinth em Qui Nov 20, 2014 5:35 pm

OH BABY, YOU MAKE MY HEAD SPIN!




Na floresta real tediosamente tediosa.
Clima normal e cheio de mosquito.
Devem ser umas cinco horas... Ou sete?
No one cares.


— Quem é que gosta de carne vermelha?! — Cantarolou a mulher de cabelo branco fitando o falcão ao seu lado com uma careta indagadora.

— Eu gosto, sim senhora! Mas a Morinth também gosta, e de frango também! — Ela continuou a cantar, porém agora fazendo uma voz grossa como se quem estivesse catando a parte da música fosse sua ave, não ela mesma.

Aquilo era normal. Quero dizer, não no sentido literal já que ver uma pessoa “imitando” a voz de uma ave no meio de uma canção não era bem a definição de normal; contudo, a normalidade para a bahaliana era diferente da das outras pessoas. Bastava olhar para ela e logo ver-se-ia que o ordinário não se adequava àquele ser, em nenhum sentido que pudesse defini-lo.

Ali, no alto de uma árvore deitada confortavelmente sobre um dos galhos como se fosse uma confortável cama de plumas, ela balançava as pernas e o longo rabo distraidamente pensando ao certo o que viria a fazer. Talvez fosse caçar, ou quem sabe pudesse ir assustar as pessoas na cidade que achavam que ela era uma elfa e de repente... BAM! Um rabo de tiefling! Ela já havia assustado bastante gente assim, e roubado várias coisas do mesmo modo também. Caso você, caro leitor, esteja confuso por conta deste relato eu explicarei melhor, brevemente já que muito precisa-se ser narrado ainda.

Morinth perdera os chifres. Não perdera simplesmente como alguém perde um Polegar de Cobre, eles lhe foram tomados. Por quê? Quando? Onde? Ela não lembra, era pequena demais para ter tais memória, ou talvez era uma lembrança sofrida demais para guardar. Jogada no Pântano Vasto para ser devorada ou retalhada por algum monstro qualquer, a vida pareceu dar-lhe uma chance que ninguém esperava que um ser como ela teria: ela viveu.

Mas, não mais falemos sobre sua miserável vida que demoraria mais longas páginas de pergaminhos para ser contada, deixemos para outra ocasião este relado. Aqui, nesta parte, vamos focar naquele dia. O dia em que cabeças rodaram enquanto uma música ecoou pela floresta. Uma felicidade calma em meio ao desespero.

Zé da Peixeira (sim, esse era o nome do Falcão Real de Morinth, o que teve o infortúnio de chamar-se assim quando a garota encontrou um pedaço de pergaminho com uma história com este nome esquisito, ela gostou, no entanto) foi o primeiro a ouvir os sons dentro da floresta. Passos apressados como o de fugitivos. Morinth conhecia bem o som desses passos, os seus já foram muito daquela maneira. Ela fez um geste circular com o dedo para a ave que no segundo seguinte já levantava voo, indo para a copa das árvores de onde tinha uma visão perfeita do solo. O animal guinchou e pousou em uma árvore há uns cinco metros de distância da bárbara.

Na linguagem estranha dela e de seu animal isso significava que os homens estavam correndo para aquela direção e logo chegariam perto da árvore em que o falcão estava. Morinth não esperou e começou a descer da árvore com tal habilidade que obtém desde pequena. Não demorou muito e logo estava no chão. Seus passos não tão barulhentos quando os dos fugitivos. Ela sabia onde pisar. Assim como todas essas pessoas conheciam as cidades muito bem, ela conhecia as floresta, pântanos, terras, tudo que as cidades ainda não haviam poluído com suas ideias de modernidade. Aquele lugar era a sua casa, e invasores não eram bem-vindo... Não de graça ao menos.

Os homens, como o esperado, foram exatamente na direção que Zé da Peixeira indicara. Um deles interrompeu seus passos apressados quando seus olhos avistaram a figura da mulher. O segundo, no entanto, teve a infelicidade de estar olhando para trás enquanto seus passos se aproximavam da albina, quando voltou seu olhar para frente freou em um grito surdo de susto com a visão da Retalhadora. O homem escorregou na terra e caiu sentado no chão, arrastando-se de bunda para trás o mais longe que podia dela, mas não retornando sua corrida na direção que viera, como alguns antes haviam feito.

— É a Retalhadora... — Um deles disse em um sussurro como se dizer aquelas palavras fossem apenas uma confirmação para o seu cérebro sobre o que seus olhos viam.

— Não. Ela é apenas uma história que as mãe contam para as crianças não entrarem na floresta, ou pântanos. — O homem que havia caído no chão – e que ainda permanecia nele – falara com arrogância e um olhar desconfiado enquanto levantava-se.

De fato era a Retalhadora. De fato ela era a mulher que os humanos contavam sobre para os seus filhos. Ali, apenas parada olhando sem uma expressão exata no rosto ela parecia realmente a figura que os pais narravam sobre. Uma mulher alta, com longos cabelos alvos como as nuvens e olhos acinzentados, como o céu formando uma tempestade. Em vestes curtas de couro e tecido rasgado, um cinto com a figura de uma caveira e contas feitas de marfim escuro caindo em tiras do crânio esculpido tilintavam ao baterem uma na outra com a brisa, zumbindo baixo por conta de pequenos furos que soavam como gritos abafados. As tatuagens avermelhadas sobre o corpo e rosto pálidos apenas aumentavam o ar de selvageria que à mulher teria mesmo sem elas. Um longo rabo que balançava distraidamente no chão e orelhas pontudas enfeitadas com diversos brincos dourados, prateados e de cobre, além de penas.

Morinth passou a sua clava para os ombros, apoiando ambas as mãos sobre a arma enquanto seu olhar recaia de forma avaliativa os dois homens à frente. Não pareciam velhos, um deveria ter a idade humana de 20 anos, o outro não parecia muito mais velho que o primeiro. O mais velho, o que havia caído de bunda no chão, possuía mais músculos que o outro e um olhar de predador, mas um predador burro. O outro, porém era esguio e seus olhos brilhavam como os olhos espertos de uma naja. O homem-naja carregava uma bolsa com ele que fazia um som de metal quando ele se movia, provavelmente moedas. O segundo, carregava uma bolsa que exalava um cheiro delicioso no ar... Provavelmente algum animal cozido.

— Okay. Morinth decidiu que quer a carne mais do que quer o dinheiro. — Ela disse com aquele seu sotaque diferente e fazendo uma careta pensativa por alguns minutos. — Mas ela também quer o dinheiro. Sabe, Morinth é muito gananciosa, e preguiçosa, trabalhar não é com ela. — Falou a mulher dizendo a última frase como se cochichasse.

O predador burro não pareceu entender o que a mulher havia sugerido, o segundo, no entanto, entendeu muito bem, já que retirou a adaga que guardava no cinto e apertou-a como suas mãos trêmulas. Foi só quando seu companheiro retirou a adaga do cinto que o outro pareceu compreender – apesar de que o olhar de dúvida ainda estava bem estampado em seu rosto. O mais forte, porém não parecia estar armado, talvez tivera perdido a sua arma durante a fuga apressada dos dois, ou quem sabe ele nem ao menos precisasse de uma.

Morinth sorriu, o sorriso de um louco.

— Baliji hat aratataami, humans.(Vocês são todos iguais, humanos.) Falou ela com uma risada ao fim da frase dita em ta’agra, a língua Khajiit.

Com uma risada que pareceu ecoar pela floresta ela avançou com sua clava. Os homens também correram em sua direção, todos faziam isso. Quando estavam há poucos menos de dois metros de distância ela jogou-se para a esquerda em direção à uma árvore de tronco largo, a qual segurou com a mão direita  e rodou por ela. Os homens acompanharam a mulher com o olhar sem saber o que diabos ela estava fazendo, o homem forte, porém a seguiu. O garoto-naja abriu os braços como se fosse impedir a passagem dela pelo lado em que ela estaria vindo enquanto seu companheiro a cercava por trás.

No momento em que ela surgiu no campo de visão do garoto magricela seu falcão desceu em um rasante na mão do mesmo lhe bicando a carne de maneira que ele teve de soltar a faca que segurava enquanto gritava de dor. Aquela pequena distração foi o suficiente para que Morinth acertasse-o com sua clava na cabeça, não tão forte, apenas o bastante para desnorteá-lo. Com a mão livre ela pegou a faca do rapaz que estava caída no chão, girou a clava para baixo segurando-a pela ponta e com a mesma mão segurou a camisa do rapaz, pondo-se atrás dele enquanto a faca do mesmo estava encostada em seu pescoço.

O homem mais forte apareceu, alguns arranhões eram nítidos em seu rosto, os quais Zé da Peixeira havia feito enquanto o distraía segundos atrás. O lado direito da cabeça de seu refém tinha um corte pequeno rodeado por uma coloração vermelha que logo tornar-se-ia um hematoma. Na verdade, ele não chegaria à isso. O brutamonte interrompeu a corrida quando viu seu amigo sendo feito de refém, a arma em seu pescoço já cortando-o superficialmente.

— Joga pra cá a carne, fedorento. — Disse a mulher de cabelo pálido com um sorriso amigável na face.

O homem, relutante, arremessou-lhe o saco com o porco enquanto o falcão pegava da mão do refém o saco de moedas. O refém, porém achou que era inteligente agir naquele momento. Ele segurou o pulso da mulher e tentou soltar-se, mas sua força não equiparava-se à dela e seu esforço foi apenas um ato de suicídio. A mulher forçou a faca para perto da garganta dele, forte demais como se esperasse que a força que ele fosse fazer seria maior do que a que realmente ele possuía, a faca dilacerou a pele, veias e nervos do pescoço do garoto que no segundo seguinte engasgava-se em seu próprio sangue enquanto caía ao chão sem ter mais ser segurado pela mulher. O outro correu para o amigo curvando-se sobre seu corpo enquanto lágrimas caíam. Morinth fitou a cena, inexpressiva.

— Sri jajo.(Fique com isso.) Disse a garota retirando apenas um pedaço da carne para si e deixando o resto ali, além de algumas das peças que havia roubado.

No momento em que o olhar do homem ergueu-se para fita-la, a Retalhadora não mais estava ali. O homem pode ouvir, no entanto, o grito de sua ave ao longe como se o animal estivesse pedindo desculpas pela perda do homem; ou melhor, como se a mulher estivesse a pedindo.

— Quem é que gosta de carne vermelha, de carne branca e a de troll? — Cantarolava a mulher enquanto corria pela floresta com seus passos quase tão silenciosos quanto o de um felino. Sua voz muda então para a parte em que Zé da Peixeira viria a cantar. — Eu gosto, sim senhora! Mas a de troll você joga na lama! Ho-ho-ho-ho-ho-!

Spoiler:
Não revisei, baby, sorry se tiver erros mosntruoso. ;-;

Armecas:
- Clava [Aço // Dano: 13 // Peso: 1.0kg // Estado: Perfeito]

- Adaga [Aço // Dano: 07 // Peso: 0.2kg // Estado: Perfeito]
Zé da Peixeira:
Falcão Real
(Nível I // 0 Missões)
Arranhar, Bicada. ( 1,50 m de envergadura da asas // 50 PV // Dano/Resistência 8 + d20)

EMPREGO DE LADINA



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Morinth



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Pontos de Vida:
75/75  (75/75)

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Re: The Shredder △ Living as a thief

Mensagem por King em Qui Nov 20, 2014 6:05 pm

Aprovado

Por favor, dirija-se a ESTE TÓPICO e siga as instruções.

Como Missão de Emprego [EMP] você receberá um total de 20 pp.

*Levanta plaquinha "TAMARU EU TE LOVO"* :v Zé da Peixeira s2

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