Contos de Faerûn

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Contos de Faerûn

Mensagem por Dragon em Sab Nov 08, 2014 7:43 pm

Contos de Faerûn



prólogo


OS QUATRO REIS


"Há muitas eras, em épocas que o próprio tempo desconhece, Faerûn era governada por Quatro Reis Élficos: Noar, o Senhor das Guerras; Ispeir, o Senhor do Desespero; Loryn, o Senhor da Glória; Faerin, o Senhor do Medo. O período, já esquecido nas linhas do passado, ficou conhecido como Era das Trevas, onde nada além da vontade dos Quatro Reis prevalecia.

Não haviam impérios, reinos ou cidades, como muitos podem pensar. Havia apenas um enorme pedaço de terra que dia após dia era coberto pelo sangue dos exércitos. Os Quatro Reis tinham se deixado corromper pela ganância desde muito cedo, e com o desejo de poder, batalhavam incansavelmente pelo monopólio de Faerûn.

Suas almas, pouco a pouco se corrompiam com o ódio. Cada vida tirada amaldiçoava os Quatro Senhores. Os Soldados se recusavam a lutar, mas a força dos Reis era gigantesca, eram capaz de subjugar seus exércitos com apenas uma das mãos. A lenda dizia que quando montavam seus cavalos para batalha, eram como Deuses, intocáveis. E por muito e muito tempo, só o que se viu no mundo foi a destruição mútua de seus exércitos.

Contava-se que os Deuses haviam se cansado daquilo tudo. Era para eles uma ousadia que meros Elfos pensassem em si mesmo como Deuses de Faerûn, e então amaldiçoaram os Quatro Reis. Para cada vida que fosse retirada em seu nome, um pedaço de suas almas se perderia, e quando nada mais delas restasse, seriam carregados para os confins do Abismo, onde deveriam sofrer pela eternidade, tendo os corpos desintegrados dia após dia.

E não demorou muito, o banho de sangue foi tanto que dizem não ter demorado mais de algumas horas até que as almas fossem completamente corrompidas pela maldição. O que os Deuses não esperavam era que a força dos Quatro Reis era muito superior à que esperavam. Pela primeira vez lado a lado, os Quatro desafiaram os Deuses e cavalgaram para fora do Abismo, dilacerando os demônios que entravam em seu caminho, e assim voltaram a Faerûn.

Mas eles nunca mais seriam os mesmos. Com os corpos corrompidos pela maldição dos Deuses, tornaram-se demônios. Sombras amaldiçoadas, como personificações do próprio mal, junto de seus cavalos. Passaram a cavalgar pelo mundo distribuindo dor e sofrimento, tornaram-se os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, e carregavam o que era chamado de Llurth Dreir, a maldição do fim dos tempos.

Os Reis não mais eram Reis. Noar tornou-se a personificação da Guerra, e seu Cavalo a Ruína. Por onde cavalgava disseminava a discórdia, batalhas eram travadas apenas pela presença de Guerra e Ruína, trazendo o fim. Ispeir tornou-se a Morte, e seu cavalo o Desespero. Por onde caminhavam a morte era certa, assim como o desespero. Loryn tornou-se a Pestilencia, e seu cavalo a Praga. Em seus caminhos disseminava doenças e pragas que dominavam a população. Por último, Faerin tornou-se a Escassez, e seu cavalo o Medo. Caminhavam destruindo plantações e levando a fome e a sede, assim como o medo.

A simples presença de um dos Quatro levava a morte a todos aqueles que estavam ao seu redor. Heróis do mundo inteiro se juntaram, e com muito sacrifício, e a ajuda dos Deuses, as lendas contavam que os Quatro foram derrotados e selados no fundo das ruínas do local de sua batalha final. Jamais morreriam, jamais descansariam, estariam para sempre presos, juntos, odiando um ao outro, e mais ainda a Faerûn, aguardando a chance de se libertar e trazer consigo o Llurth Dreir, o fim dos tempos.
"


capítulo 01


O TESOURO PROFANO


Por toda Faerûn começam a correr boatos sobre uma escavação despretensiosa que buscava metais para criação de armas. De acordo com os relatos, durante a destruição de uma grande pedra negra encontrada cerca de vinte metros abaixo do solo, onde se pensava ser uma espécie de jazida para algum material especial, encontrou-se uma gigantesca porta negra com escritas antigas. Curiosos e gananciosos, os mineradores destruíram com muito esforço a porta, revelando o que dizem ser uma antiga cidade Drow em ruínas.

Ao que parece, o local estava lacrado a Eras, antigo o suficiente para não existir nenhum registro sequer da existência em mapas de Faerûn. Contam os mineradores que lá existem monstros, como em qualquer caverna abandonada, mas dizem ter visto um leve brilho esverdeado surgir nas profundezas das Ruínas. Ao que parece, o local era um antigo reino subterrâneo dos Drow, e provavelmente seus moradores foram mortos pelos monstros com o tempo, e as mudanças naturais na geografia lacraram a entrada da cidade.

Tendo isso como base, os boatos de antigos tesouros reais de Drows começaram a correr por toda Faerûn. O que parece chegar aos ouvidos de todos é que uma antiga cidade Drow com tesouros nunca explorados foi encontrada, e aparentemente, os pertences da família real que a habitava ainda estão lá, guardados em algum lugar. Perigoso, e ao mesmo tempo, uma fonte de renda e fama inimaginável, é quase impossível que o local não se torne foco de explorações e aventuras de todos os tipos de seres de Faerûn, mas quem sabe dizer que perigos estão por trás das ruínas?!

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